O Grupo Disciplinar de História, do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, embora já tendo exposto os 14 cartazes produzidos pelo Instituto +Liberdade, aquando da Comemoração dos 48 anos do 25 de Novembro de 1975, decidiu este ano letivo, reutilizá-los, procurando completar um pouco mais a exposição com imagens elucidativas, de alguns dos momentos fundamentais do 25 de Novembro de 1975.

Efetivamente, a data de 25 de Novembro de 1975 é uma data crucial na nossa história e simultaneamente complexa, pois a existência de várias forças militares (“Gonçalvistas”, “Otelistas”, “Spinolistas”, “Grupo dos Nove”, “Direita”, além dos Partidos Socialista e Comunista e outros e, ainda, ex-soldados que tinham combatido no Ultramar), poderia dar origem a uma guerra civil, bastaria um destes grupos “descontrolar-se”.

Através de uma pequena viagem de acontecimentos, desde o 25 de Abril de 1974 até ao 25 de Novembro de 1975, os alunos munidos de um guião de exploração da visita e com as explicações da docente puderam compreender um pouco melhor todo este período, de VI Governos Provisórios, em que foram assumidas posições político-ideológicas e sociais extremistas. Face à radicalização política do “Verão Quente”, nove membros do Conselho da Revolução redigiram o “Documento dos Nove”, que rejeitava quer o modelo socialista da Europa Oriental, quer o modelo social democrata em vigor na Europa Ocidental, defendendo “um projeto nacional de transição para o socialismo, assente na democracia pluralista, nas liberdades e garantias fundamentais”.

No dia 25 de Novembro de 1975, as tropas paraquedistas de Tancos e unidades do COPCON, tomaram pontos estratégicos em Lisboa e bases aéreas; enquanto, o Presidente da RepúblicaFrancisco Costa Gomes, ouvia em Belém, as diversas tendências (extrema-esquerda, esquerda e moderados) e face à correlação de forças que pensava que se tinha estabelecido (sendo esta a opinião de alguns historiadores, pois acreditam que era impensável que esta situação resultasse de um plano prévio), autoriza a reação aos acontecimentos por parte do setor moderado. As forças lideradas por António Ramalho Eanesneutralizaram as forças de Tancos e do COPCON (Otelo Saraiva de Carvalho, que tinha sido recentemente substituído por Vasco Lourenço, no Comando da Região Militar de Lisboa), pondo fim ao Processo Revolucionário em Curso (PREC).

Uma nova fase no processo de democratização, iniciada no 25 de Abril, consolidava-se, criando-se condições para a conclusão da redação da Constituição de 1976, que viria a estabelecer um regime democrático em Portugal.

Para rever …

Bem vindo