No início do ano letivo, o Conselho Eco-Escola, desafiou todos os alunos que integram este Conselho, que propusessem às respetivas turmas, dos 2.º, 3.º, 6.º, 9.º e 10.º anos, a criação de frases de compromisso ambiental. Assim, ao longo do ano, os estudantes desenvolveram e votaram estas propostas nas aulas de Cidadania e nas reuniões do Projeto/Clube Eco-Escolas. O trabalho resultou num conjunto de dez a doze mensagens finais. Todas elas são claras, concisas e focadas em temas obrigatórios – água, resíduos e energia; temas do ano – espaços exteriores, biodiversidade (preservar e regenerar) e ação climática e temas complementares – alimentação saudável e sustentável, agricultura biológica e floresta.

Após a seleção das frases que constituíram o Código de Conduta Ambiental, alguns alunos do Conselho Eco-Escola, nomeadamente do décimo ano, começaram a realizar estudos para a criação do póster, sendo este produzido em suporte físico e recorrendo a materiais, como o lápis de carvão, lápis de cor, marcadores, giz, entre outros.

A estrutura do cartaz foi pensada para causar um impacto profundo no espetador, construindo uma narrativa visual que une a crítica à emoção através de duas secções interligadas. O bloco superior foca-se no drama do aquecimento global e no impacto humano; ao centro, um urso triste sobre um icebergue em degelo, ladeado por um pequeno pinguim, simbolizam a destruição dos habitats; à esquerda, um homem rodeado de lixo expõe a negligência e o consumo excessivo. O bloco inferior remete-nos para a urgência da conservação, exibindo duas mãos que procuram proteger um golfinho num mar poluído por plástico. O conjunto visual reforça a grave ameaça à vida marinha, mas sublinha também a responsabilidade e o poder do ser humano na proteção da natureza. O resultado é um contraste poderoso: ao mesmo tempo que denuncia a destruição da biodiversidade, o cartaz alerta-nos para o facto de que a salvação dos ecossistemas está nas nossas mãos.

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