Os alunos que frequentam o Clube do Teatro, participaram com uma pequena dramatização  na atividade «Vila Natal no Agrupamento».

Partilhamos com a comunidade escolar, a mensagem do nosso texto e alguns registos fotográficos.

Um agradecimento especial pelo empenho de todos os intervenientes.

NARRADOR:
É véspera de Natal. As luzes brilham, os sinos tocam e as ruas enchem-se de pressa… Mas, aqui, nesta pequena praça, algo diferente está prestes a acontecer. Um encontro inesperado, um momento mágico… Onde a diversidade se transforma em união.

VERA:
Todos os anos venho aqui ler a minha história de Natal preferida. Mas hoje… não sei, parece que falta qualquer coisa. Talvez seja porque o mundo anda tão dividido. Cada um na sua bolha. Será que o Natal ainda consegue juntar as pessoas?

Sabrina:
Desculpa… este lugar está ocupado?

VERA:
Claro que não! Senta-te. És nova aqui?

Sabrina:
Sou. Cheguei da Síria com a minha família há dois meses. Em casa, não celebramos o Natal… mas gosto das luzes. Fazem-me lembrar as festas que tínhamos antes da guerra.

VERA:
Sabes… o Natal é mais do que uma data. É um sentimento. Talvez possas celebrar à tua maneira.

(Entra SIMÃO, empurrando-se na cadeira de rodas, determinado.)

SIMÃO:
Boa noite! Que bom ver gente por aqui. Pensava que era o único que gostava de passar tempo nesta praça.

Sabrina:
Boa noite!

VERA:
Vem juntar-te a nós, amigo. Estamos a falar sobre o que significa o Natal.

SIMÃO:
Para mim, o Natal é quando a minha família se lembra que eu não sou um peso por andar de cadeira de rodas. É o único dia, em que todos se juntam sem pressa.

LUCAS:
Boa noite, pessoal! Trouxe um pouco de música brasileira para aquecer este frio! (Ri) Natal sem ritmo não é Natal!( Mas que Natal é esse – de Jorge Bem.)

VERA:
Amigo! Junta-te a nós, estamos a partilhar o que o Natal significa para cada um.

LUCAS:
Lá no Brasil, o Natal é quente, com comida, dança e samba! Mas aqui aprendi que não importa o clima — o calor vem das pessoas. Da partilha.

Railson:
Olá… Desculpem interromper. Vi as luzes e… senti-me atraído. Posso?

Sabrina:
Claro, senta-te!

SIMÃO:
Adoramos novas ideias! Trazes algo especial?

Railson:
Em Cabo Verde, celebramos o Ano Novo Lunar, não o Natal. Mas o espírito é parecido: estar com a família, desejar prosperidade… E principalmente, partilhar luz.

VERA:
Então estamos todos a celebrar o mesmo, de formas diferentes. Que bonito.

Sabrina:
Foi… magia?

Dmytro:

UI……aqui está muito quentinho, na minha terra, na Ucrânia, nesta altura do ano está muito frio….de congelar os dedos….

 Sabrina:

Na minha terra também está calor. O que trazes na mão?

Dmytro:

Olha amiga é um didukh que representa um feixe de centeio, trigo ou aveia e simboliza a colheita, a riqueza e o bem estar de toda a família.

Vera: Ai que giro…. De facto, todas as tradições nos  levam ao nascimento do menino Jesus.

(Entra AVÓ ROSA, sorridente, com uma manta aos ombros.)

AVÓ ROSA:
Não, meus queridos. Foi amor. O verdadeiro espírito do Natal acende-se quando nos juntamos, mesmo sendo diferentes. Esta árvore não precisa de eletricidade. Precisa de pessoas. De histórias. De diversidade.

LUCAS:
E nós temos isso!

Railson:
Temos culturas diferentes…

Simão:
Histórias de vida diferentes…

Sabrina:
Religiões diferentes…

Dmytro:

Tradições diferentes…..

VERA:
Mas um só coração.

AVÓ ROSA:
E esse coração chama-se humanidade. O Natal é um lembrete de que, no meio das nossas diferenças, há sempre algo que nos une.


NARRADOR (voltando à cena):
E assim, nesta pequena praça, descobriu-se o verdadeiro milagre do Natal: não está nos presentes nem nas tradições… Está no abraço sincero entre todos, porque quando nos unimos, somos todos parte da mesma canção.

Luzes descem lentamente. A árvore brilha com as luzes dos corações unidos.

Fim.

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