Partindo, pelas 9h00, da Escola Básica e Secundária Dra. Judite Andrade, os alunos do 10.º A, acompanhados das docentes Ana Mendes, Anabela Crispim e Élia Gato, iniciaram o seu périplo até Coimbra. O percurso iniciou-se pela baixa da cidade.  Saímos no Largo da Portagem e entrámos na Rua Ferreira Borges, a qual desde logo nos seduziu, com pastelarias (a célebre Briosa) e lojas comerciais de diferentes tipologias. Ao chegar ao final da Rua Ferreira Borges cortámos à direita e passámos os muros da antiga cidadela de Coimbra, cruzando o Arco e Torre de Almedina.

Subimos com cuidado as escadas do Quebras Costas, deparando-nos com a típica Tricana e, pouco depois, com a austera Sé Velha de Coimbra, de estilo românico. Edifício emblemático, não apenas pelas suas características religioso-militares e artísticas, mas sobretudo estudantis – espaço tradicional das Serenatas da Queima das Fitas.

Chegados ao Paço das Escolas, local onde o poder real e o conhecimento se fundiram para criar a identidade de Coimbra, iniciámos a visita à Reitoria (Palácio Real), com a nossa guia Patrícia. Visitámos a Sala dos Archeiros, que servia para guardar as armas da Guarda Real Académica; a Sala dos Capelos, adaptada para receber aberturas solenes, provas doutorais, investidas de reitores, …); a Sala do Exame Privado, antiga Câmara Real, tendo sido remodelada no século XVIII para provas orais. Dirigimo-nos depois à Capela de São Miguel, cujo interior é decorado com elementos do barroco (azulejos, talha dourada, …). De seguida, visitámos a prisão dos estudantes e, por último, a famosa Biblioteca Joanina, mandada construir pelo rei D. João V e cujo retrato, pintado por Domenico Duprà, domina o espaço do Piso Nobre. No seu interior existem cerca de 60 mil volumes, datados do século XVI ao século XVIII, das mais variadas temáticas que, ainda hoje, podem ser consultadas. Uma maravilha!

Hora do almocinho, nas Cantinas Amarelas! Que bom!

Da parte da tarde, visitámos o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.

Fundado no século XVIII, é um espaço único que combina história, ciência e natureza. Entre espécies exóticas, árvores centenárias e cenários deslumbrantes, cada visita é uma viagem no tempo e no conhecimento. À nossa espera estava um guia (Daniel) que nos acompanhou, tendo-nos levado, em primeiro lugar, à Estufa Tropical do Jardim Botânico. Este monumento, construído no século XIX, é uma das arquiteturas de ferro e vidro mais antigas de Portugal, sendo um centro onde se gere uma grande biodiversidade e está organizado em três espaços distintos: a sala nascente, focada em ambientes húmidos e sombrios, onde se destaca uma impressionante coleção de cerca de 60 a 70 espécies orquídeas; a sala central, que é a sala de maiores dimensões, contendo um tanque de “lótus gigante”, Victoria cruziana, famosa pelas suas folhas circulares enormes, com cerca de 2 metros de diâmetro, para além de muitas plantas carnívoras e catos; a sala poente, dedicada a uma coleção de plantas endémicas de Santo Tomé e a algumas plantas com um valor económico, como o cafeeiro, Coffea arábica, e a Vanilla planifólia, planta de onde se extrai a baunilha. Pudemos ainda ver plantas pouco comuns e outras extintas, como a Avellara fistulosa, mas preservada aqui, neste Jardim Botânico. Esta planta é endémica do oeste da Península Ibérica e habita juncais e prados encharcados.

Esta visita foi muito enriquecedora e divertida, apesar de não termos percorrido todo o Jardim Botânico. Contudo, ainda admirámos alguma biodiversidade fora da estufa, como palmeiras, bananeiras e uma figueira estranguladora: a famosa Ficus macrophylla, que impressiona qualquer visitante. Ver plantas extintas, como algumas cicadáceas, reforça o papel destes locais na conservação da Natureza.

Um local verdadeiramente fascinante, onde se respira natureza e se aprende história e botânica!

José Bessa Leite, 10.ºA

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